Sensores na agricultura de precisão e a criação de um campo conectado

Sensores na agricultura de precisão e a criação de um campo conectado

Ao implantar sensores, os agricultores controlam suas culturas em uma escala micro, administram os recursos e reduzem os impactos no meio ambiente.

Agricultura de precisão

Estudos apontam que até o ano de 2050, a população da Terra atingirá a marca de 9,8 bilhões de habitantes. Portanto, haverá uma grande demanda na agricultura para atender às necessidades desse enorme montante populacional.

Tendo em vista essa realidade, a adoção da Agricultura de Precisão para o agronegócio brasileiro, é um diferencial importante que permite maior competitividade de mercado, pois através dela, é possível utilizar estratégias para resolução de problemas com mais exatidão e ir direto ao ponto necessário.

Também chamada de agricultura inteligente, essa nova estratégia de cultivo permite a sustentabilidade dos recursos econômicos e ambientais, a partir de dados coletados das áreas geograficamente referenciadas. Dessa forma, ela tem sido um agente transformador na produção de alimentos.

A tecnologia no setor rural brasileiro

A evolução tecnológica vem mudando os rumos da agricultura no Brasil. Imagens de satélite, estudos do solo, respostas e análises feitas de forma instantâneas e automatizadas, vêm tornando esse cenário cada vez mais atraente.

“O Brasil tem se posicionado como um grande protagonista no emprego de tecnologias da informação voltadas ao campo”, afirma Silvia Massruhá, chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Informática Agropecuária, uma das instituições pioneiras na criação de soluções digitais para o setor.

Masshurá destaca que agora o país terá que dar um novo passo em direção à chamada agricultura 4.0, que é a conexão em tempo real dos dados coletados pelas tecnologias digitais, com o objetivo de otimizar a produção em todas as suas etapas.

Sensores agrícolas

Várias tecnologias eficazes e com maior capacidade de produção vêm ganhando destaque no setor do agronegócio. Dentre elas, vale ressaltar o uso de sensores, que permitem obter diversas informações importantes sobre a vegetação, solo e outros elementos fundamentais.

Sua função é coletar uma grande variedade de dados, que assim que reunidos, são processados e transformados em informações para análises detalhadas e recomendações para incrementar a produção agrícola.

Dessa forma, o uso de sensores na agricultura de precisão está contribuindo para soluções que se estendem além das fazendas, incluindo redução da poluição e do aquecimento global e também, para o aumento da sustentabilidade.

“Esta rede de sensores agrícolas vem sendo cada vez mais usada pelos produtores rurais, sejam eles produtores de grandes ou pequenas lavouras, visto que oferecem uma gama de informações fundamentais sobre vegetação, solo e demais elementos”, explica Renato Borges, CEO da Agrointeli.

Classificação e tipos de sensores utilizados na agricultura de precisão

Os sensores empregados na agricultura de precisão são classificados como sensores diretos e remotos.

  • Sensores Diretos – São os que têm contato direto com o solo, plantas, frutos, água, como os penetrômetros, dentre outros elementos.
  • Sensores Remotos – São aqueles que realizam a observação a distância, sem contato com o alvo, como nas imagens aéreas ou de satélites, dentre outras ferramentas.

Após a classificação entre diretos e remotos, vamos conhecer 8 tipos de sensores utilizados no campo, dentre os diversos disponibilizados.

  1. Sensores ópticos – Em geral, são espectrômetros (equipamentos utilizados para medir a energia absorvida por uma amostra e compará-la com uma medida padrão), que permitem analisar e estudar a matéria orgânica (MO) do solo em tempo real.
  2. Sensores térmicos – São utilizados para identificar diversos tipos de radiação no âmbito dos raios infravermelhos baseados na reflexão das superfícies, permitindo a medição de valores e identificando as várias superfícies do solo.
  3. Sensores elétricos – Normalmente identificam zonas com características de potenciais diferentes e semelhantes no campo eletromagnético gerados no solo, através da emissão de corrente elétrica.
  4. Monitores de funções das operações – Instalados na cabine da colhedora, permitem que todas as informações obtidas sejam acessadas pelo monitor, fornecendo dados ao sistema, visto estarem conectados a todos os sensores utilizados no projeto.
  5. Sensores para umidade dos grãos – Analisam o teor de umidade dos grãos e seu funcionamento se dá por meio de análise do fluxo de massa, medindo o teor de umidade de forma contínua, enquanto os grãos são deslocados.
  6. Sensores de velocidade de deslocamento da colhedora – Para medir a velocidade de deslocamento da colhedora, podemos contar com diferentes tipos de sensores, destacando entre eles: sistema de sensores magnéticos instalados nos eixos das rodas, sistema de radar, sistema de ultrassom e sistema de GPS.
  7. Sensores indicadores da posição da plataforma da colhedora – Permitem controlar o cálculo da área colhida, evitando que o sistema de monitoramento de grão seja desligado.
  8. Sensores para medição do fluxo de grãos – Utilizados para analisar o fluxo dos grãos limpos, antes de serem armazenados no depósito da máquina.

Os vários tipos de sensores utilizados na agricultura de precisão coletam dados que são processados e disponibilizados em diversas aplicações disponíveis em computadores, smartphones e tablets e dessa forma, é possível criar análises detalhadas e recomendações valiosas para otimizar a produção agrícola.

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