Construção civil: 3 projetos que capacitam mulheres de baixa renda

Construção civil: 3 projetos que capacitam mulheres de baixa renda

A figura feminina vem protagonizando grandes conquistas no mercado de trabalho, antes dominado exclusivamente pelos homens.

Essa vitória é um processo em contínuo andamento,  reflexo de grandes esforços históricos ligados à luta por direitos comuns e situações de igualdade em relação aos homens

Fatores determinantes

Por ter características próprias, como ser cuidadosa, perfeccionista e responsável, a mulher tem ocupado um maior espaço nos canteiros de obra e alguns fatores incentivaram esse êxito, como o aporte de novas tecnologias para a construção, que contribuiu para  a mudança nos processos de trabalho, tirando o peso do trabalho braçal e transferindo-o para máquinas.

IBGE

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a presença feminina no setor aumentou cerca de 120%, entre 2007 e o primeiro semestre de 2018. Durante o período, o número de trabalhadoras registrada na área saltou de 109.006 para 239.242.

Projetos que capacitam mulheres para a construção civil

Voltados para a capacitação de mulheres que buscam aprender um novo ofício e ingressar no mercado de trabalho, várias iniciativas surgiram diante desse cenário, introduzindo nesse ambiente: pedreiras, encarregadas, armadoras, carpinteiras, pintoras, ladrilheiras, ou simplesmente, mulheres autônomas em sua relação com o universo de trabalho da obra.

Concreto Rosa

Esse projeto foi criado na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 2015, com o objetivo de ser o começo para mulheres que desejam atuar com serviços relacionados a arquitetura, pintura e engenharia, além de atividades relacionadas à parte elétrica e hidráulica de uma casa. Tem como bandeira um atendimento prioritariamente para mulheres, com trabalhos executados por elas.

Além dos trabalhos de reparos, também há oficinas, consultorias remotas e palestras sobre empreendedorismo. Em 2020, demos início a uma ação que visa levar arquitetura e habitação digna a lugares que não estão nem no mapa da nossa cidade”, explica Geisa Garibaldi, CEO da Concreto Rosa.

Arquitetura na Periferia

 Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, no ano de 2013, durante uma pesquisa de mercado, o projeto visa disponibilizar acesso gratuito a serviços de arquitetura e engenharia para mulheres de baixa renda, através de sua capacitação.

Também são oferecidos atendimentos psicológicos individuais e acompanhamento com assistente social às participantes do projeto, pois elas têm que lidar com questões pessoais e familiares dentro de suas realidades.

“Além disso, visamos inserir as mulheres nas decisões acerca do espaço construído, aumentando sua autonomia e autoestima. Ao disseminar o conhecimento técnico sobre a construção, é possível também promover moradias mais sustentáveis, econômicas e saudáveis”, enfatiza Rafaela Dias, que faz parte do Arquitetura na Periferia.

Mulher em Construção

Essa ONG (Organização Não Governamental), surgiu em Canoas, no Rio Grande do Sul, em 2006, tendo como propósito, ensinar às mulheres, técnicas de pintura predial e texturas.

Bia Kern, fundadora da Mulher em Construção, estabeleceu várias parcerias com voluntários e empresas, para ensinar o ofício a elas.

Ela destaca que, em 15 anos de atuação, mais de cinco mil mulheres já foram impactadas pelo projeto. “Elas têm a oportunidade de aprender como a construção civil pode gerar o sustento da família, atingindo a independência financeira e, muitas vezes, se livrando de relacionamentos abusivos”.

“Quem foi que disse que uma mulher não pode erguer muros, misturar cimento, subir em andaimes e construir um futuro melhor?

Lugar de mulher é onde ela quiser!

Curtiu este artigo? Compartilhe em suas redes e deixe a sua opinião nos comentários.

Compartilhar este post

Fique por dentro das nossas novidades. Assine nossa newsletter.