Casas autossustentáveis: por que investir nelas?

Casas autossustentáveis: por que investir nelas?

O cuidado em preservar o meio ambiente com alternativas sustentáveis, vem ganhando um papel cada vez mais relevante no setor da construção civil.

Sustentabilidade

O mundo está mudando e necessita urgentemente de alternativas mais eficientes, tecnológicas, sustentáveis e viáveis, no que tange à construção civil.

E em meio a esse cenário, surgiram as residências autossustentáveis, cada vez mais voltadas para a sustentabilidade, visando o cuidado em preservar o meio ambiente com alternativas promotoras de saúde individual e coletiva. 

O que são e como funcionam as casas autossustentáveis?

As casas autossustentáveis são construções que fornecem e aproveitam a maior parte dos recursos necessários para seu funcionamento. Assim, elas não dependem de fornecedores externos de energia elétrica, água, gás, alimentos ou outros recursos, otimizando esses serviços e implantando dispositivos com menor impacto ambiental.

Esse tipo de imóvel oferece a oportunidade de racionalizar o uso de energia e de água, reciclar produtos orgânicos e inorgânicos, além de implantar sistemas de climatização que não utilizam energia.

Vamos entender como isso é possível?

 Luz natural e energia solar

As placas fotovoltaicas são elementos cada vez mais frequentes nas construções e podem ser facilmente instaladas na cobertura da casa, garantindo muita economia energética, pois têm a capacidade de gerar energia a partir da luz do sol, tornando-se uma alternativa sustentável e bastante viável.

A energia é captada por meio dos painéis solares, que transformam os raios de sol em energia elétrica, podendo abastecer toda a casa, inclusive o sistema de climatização do imóvel.

A energia solar é infinita e limpa, portanto, não causa danos ao meio ambiente e reduzirá seu consumo em energia elétrica em até 95%, mesmo utilizando todos os seus aparelhos elétricos e eletrônicos.

Outra forma de economizar energia é utilizar a luz natural em casa, regulando o nosso ciclo biológico, promovendo uma sensação de bem-estar e deixando corpo e cérebro mais ativos. Da mesma forma, ela também contribui para o ecossistema, diminuindo a necessidade de luzes artificiais.

Não é fantástico?

Uso racional da água

A captação da água da chuva, fazendo o armazenamento em cisternas ou tanques, por meio de tubulações, é uma alternativa eficiente e consciente de poupar recursos naturais, já tão escassos, como a água. Ao invés de utilizar água tratada para fins não potáveis, como descargas, máquinas de lavar, irrigação de plantas, lavagem de automóveis, pátios, dentre outros, é possível usar a água coletada da chuva.

Um sistema de captação de água da chuva é simples, representa uma economia de até 50% nos custos finais de sua conta e ainda minimiza os riscos de enchentes, pois uma parte das águas das chuvas irá para a cisterna ou tanque, disponíveis para esse fim.

Reciclagem e compostagem

Uma casa autossustentável destina adequadamente o seu lixo, separando-o de acordo com o material utilizado.

O resíduo orgânico pode se transformar num poderoso fertilizante para ser usado nas plantas ornamentais ou na horta. Ele deverá ser tratado em uma composteira, que poderá ser instalada num espaço adequado, reduzindo o descarte de resíduos orgânicos na natureza e beneficiando os vegetais que poderão ser consumidos ou usados para embelezar e climatizar a propriedade.

O inorgânico deverá ser separado de acordo com o material de que é feito, como: metal, plástico, papel e vidro. Eles poderão ser reutilizados em trabalhos artesanais ou colocados limpos em sacolas para que os coletores de lixo os recolham e os depositem em aterros sanitários, onde passarão por um processo de triagem para reciclagem.

Bioarquitetura

A casa autossustentável é uma casa viva, integrada à natureza, uma tendência já bastante forte e sem previsão de terminar.

A bioarquitetura possibilita integrar e harmonizar funcionalidade, conforto e beleza às construções com o respeito ao ecossistema, sendo as edificações que se assemelham aos ambientes naturais onde estão inseridas, o foco desse segmento da arquitetura.

“No discurso é lindo, mas na prática poucas pessoas fazem bioarquitetura”, reforça a arquiteta Talita Nogueira. Não basta reduzir o consumo de água e energia, é preciso gerá-las. Painéis fotovoltaicos, microgeradores de energia eólica, reaproveitamento da água da chuva e a popularização de hortas verticais, sejam elas comunitárias ou individuais, engrossam o caldo daquilo que precisa entrar nas práticas de engenheiros e arquitetos.

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